Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

30
Mar17

O livro secreto - A Encomendação das Almas

Fatia Mor

A iniciativa do livro secreto, organizada pela MJ, começou e vai a todo o vapor. 

Para mim, pode-se dizer que começou em dificuldades. Não consegui ler o primeiro livro, por ter alguma dificuldade com a temática, e acabei por enviá-lo sem conseguir passar das primeiras páginas.

Fiquei triste, porque é raro o livro que me derruba, mas a verdade é que tenho limites emocionais na leitura, e livros sobre a IIGGM são um deles. 

 

Entretanto, na segunda volta, calhou-me na rifa "A Encomendação das Almas" de João Aguiar.

 

Confesso-me uma desconhecedora do autor - nunca tinha lido nada dele - mas foi amor à primeira vista. 

A história resume a relação de amizade, improvável, entre um homem de 70 anos e um adolescente "especial". A aceitação mútua, apesar das origens díspares e da forma oposta de vivência (e compreensão que têm) das relações mundanas, acabam por se completar num destino final mútuo. 

Não quero levantar muito o véu da história, mas a articulação entre as crenças culturais, os enviesamentos de percepção social e as assumpções que fazemos sobre os outros, estão perfeitamente relacionados numa narrativa cativante, numa construção rápida e eficaz de personagens, e num desfecho particularmente impressionante.

Para mim, psicóloga, ver a forma como o autor trabalha estes aspectos do mundo relacional e da natureza humana foi uma delícia, que se completava com uma linha de história, que me cativou desde o primeiro instante.

 

E foi um instante! Agarrei-me a ele no sábado à noite e só descansei quando lhe vi o fim. 

 

Agora, venha o próximo!

 

 

28
Mar17

Mulher independente

Fatia Mor

A Fatia#1 já provou anteriormente que consegue ser diferente de pensamento

Eu não estimulo a que seja sempre diferente, mas a verdade é que tento educá-la sem o sentido estereotipado que muitas vezes assistimos na nossa sociedade. Ainda assim, não deixo de me espantar quando vejo os frutos da educação em acção!

 

Hoje de manhã, liga-me a avó Fatias quase em lágrimas de tanto rir com as saídas da Fatia#1. Aparentemente, no caminho para escola, o diálogo tornou-se interessante... Ora vejamos (como a Fatia#1 costuma dizer)!

 

Fatia#1: Oh avó, quando eu fizer 10 anos, ofereces-me uma prenda de menina crescida?

[ela anda fixada com a ideia de quando tiver 10 anos vai ser muito crescida]

AvóFatia: Sim, filha! Quando tiveres 10 anos, já vais ter as maminhas a crescer e então, a avó, compra-te um soutien!

[quando ouvi este relato pensei logo que se estava a meter por maus caminhos...]

Fatia#1: A sério avó? As minhas maminhas vão crescer quando eu tiver 10 anos? Então vou poder dar de mamar ao maninho quando tiver 10 anos!

AvóFatia: Não, Fatia#1. Quando tiveres 10 anos, o mano já tem seis e já não mama. Depois, quando cresceres, arranjares um marido, podes ter um filho e aí logo darás de mamar ao teu bebé!

Fatia#1: Eu não quero um marido!

[Imagino a cara da avó Fatia neste momento]

AvóFatia: Mas não queres um marido? Então e não gostavas de casar, de te vestires de noiva?

Fatia#1: Eu não quero nada disso. Quero ter a minha casa, viver sozinha, para não ouvir barulho, nem me chatearem. 

AvóFatia: Então, mas a tua mamã também tem um marido. Não querias ter o mesmo, ter essa ajuda para cuidar do bebé?

Fatia#1: Não. Eu não preciso de um marido. Faço tudo sozinha. Vou ter a minha casa e depois convido os meus amigos para irem lá. 

AvóFatia: E eu posso ir a tua casa?

Fatia#1: Sim avó. Eu faço um bolinho e tu vais lá a casa.

 

E pronto, é assim, aos 4 anos e meio que Fatia#1 informa que é uma mulher independente, que não precisa de um marido na vida dela, que vai fazer tudo sozinha e que, certamente, acha a nossa casa muito barulhenta... A avaliar pela ideia que ela tem de querer ter uma casa só para ela por causa do barulho!

 

 

27
Mar17

O dia mais lento do ano

Fatia Mor

No domingo o relógio avançou uma hora. Um roubo descarado -  a meu ver - que sinto sempre que fico manca em dimensão horária. Queria dizer que aprecio a hora extra de sol mas a verdade é que não! 

E se o domingo após a mudança da hora me parece comer segundos a uma velocidade maior que os anteriores, a segunda-feira a seguir é, para mim, o dia mais lento do ano.

O meu cérebro lentifica-se pela mudança da percepção da luz solar. A percepção que tenho é que estou sempre atrasada. A luminosidade diz-me que ainda não são horas de almoçar, mas o relógio do pulso diz-me que afinal isso já passou e até já são horas de voltar ao trabalho!

A minha capacidade de atenção a coisas que não interessam ao menino Jesus cresce, exponencialmente e inversa, à minha capacidade de atenção ao trabalho. Sabem lá o esforço que eu já fiz para desempenhar as tarefas normais de qualquer uma segunda-feira? 

Os meus olhos fecham-se num cansaço idiota. Ter retomado a actividade física ontem (e esperando que seja para manter) talvez também não ajude muito ao serviço, mas ainda assim, reconheço o sono da hora que me foi tomada e que agora só será reposta em Outubro.

Mesmo assim, quero ver o copo meio cheio. Os dias estão maiores, não tarda o calor chega em força e as férias estão já ali ao virar da esquina. Mas deixem-me lá curtir a depressão do roubo até sexta-feira, altura em que devo regularizar o ritmo circadiano até à próxima mudança da hora...

 

Mas será que não acabam com isto?

 

Mais sobre a mudança da hora? Leiam aqui:

http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2017-03-27-A-mudanca-de-hora-nao-lhe-roubou-so-uma-hora-de-sono.-Cuidado-com-o-dia-seguinte

http://www.dn.pt/sociedade/interior/ha-101-anos-a-mudar-a-hora-5749437.html

 

P.S. Já editei o documento umas cinco vezes para corrigir coisas que, noutro dia, não seria necessário!

 

27
Mar17

Dicionário de Fatiez - definição de "belocas"

Fatia Mor

Bom, a Blog do Caixote fez bem em perguntar... Bélocas ou belócas. A verdade é que a Fatia#2 pronuncia belócas.

Com a pronuncia resolvida, tenho a dizer-vos que a Mula parece que vive lá em casa, porque conseguiu acertar!

 

A conversa passou-se em frente à janela enquanto víamos chover e a Fatia#2 refilava de que não podia ir ao parque (por norma, ao fim-de-semana, passamos sempre uma tarde entre baloiços e escorregas).

Até que se sai com esta:

Não tenho belócas!

 

A Fatia#2 referia-se, portanto, a galochas! Equipamento necessário para ir pisar poças de água e outras coisas que tais.

 

Pág. 1/6

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre a FatiaMor

foto do autor

Fatias antigas

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D

Créditos

Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).