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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

29
Set16

Amor à primeira vista

Fatia Mor

Vi as minhas duas filhas nascerem. Mesmo que não se goste muito de ambientes hospitalares, operações e coisas que tais (não é o meu caso), acho que é algo inegavelmente vinculativo. Há qualquer coisa de animal e instintivo no facto de recebermos no nosso peito um bebé que acaba de nascer.

 

Para mim, é ali que se concretiza a expressão amor à primeira vista.

 

É onde o bebé imaginado durante 9 meses se torna real.

 

É onde podemos contar os dedos das mãos e dos pés, e em que nos assustamos com a imensidão da vida humana, tudo resumido a um ser minúsculo e que depende totalmente de nós (e nós dele).

 

Só me apercebi disto tudo, agora, quando o Fatia#3 nasceu.

 

Não vi o Fatia#3 nascer. Por força das circunstâncias menos boas (mas que dizemos com confiança "correu tudo bem"), não estava acordada quando ele veio ao mundo. 

 

Falta-me nas fibras do corpo e nos entrelaçares da alma esse momento. Esse e muitos outros que não me foram permitidos. O dar de mamar na primeira hora de vida. O tocar, cheirar, sentir nos primeiros momentos. O trocar a primeira fralda, o mudar o primeiro body. O primeiro colo não foi o meu.

 

Nunca pensei que me fizesse tanta diferença. 

 

Não é o amor que é diferente. Esse já se instalou há muito e da mesma maneira (ou até mais forte, por força do afastamento). Mas a verdade é que ficou um grande vazio no meu peito que acho que vou acalentar ainda por alguns meses. Faltou-me esse contacto pele a pele, o arrepio de olhar um filho pela primeira vez, no seu primeiro sopro de vida.

 

Dito assim até parece que sou uma romântica. Não sou. Mas nestas coisas do amor, do instinto, a verdade é que me faltou a paixão ao primeiro momento.

 

Mas a vida é sábia e dá-nos sempre mais momentos para vivermos. Venha uma imensão de vida juntos! Temos uma vida inteira para nos conhecermos. 

29
Set16

Sou só eu...

Fatia Mor

A casa-de-banho tem duas lâmpadas associadas a dois interruptores. Um deles está ligado ao extractor da dita cuja. Escusado será dizer que, sempre que acertamos nesse interruptor, origina-se um barulho irritante e favorável ao acordar de mais de metade dos elementos desta casa.

 

Recentemente, a lâmpada que não está associada ao extractor fundiu-se... Enquanto assim permaneceu, não houve dia em que, em vez de ligar a luz no interruptor que garantia iluminação (e barulho), não carregasse no interruptor errado, entrasse na casa-de-banho e ficasse feita parva à espera que o milagre da luz se desse!

 

O Fatiasmén trocou a lâmpada.

 

Agora não há vez em que, ao invés de carregar no interruptor que garante iluminação, ligue o interruptor conectado ao extractor... 

E não há forma de decorar qual o desgraçado em que devo carregar... Caneco, serei só eu? Ou isto é uma conspiração Murphiana para acordar 3/5 dos elementos familiares, quando vou ao wc a meio da noite?

28
Set16

Considerações sobre os ténis*

Fatia Mor

Da Fatia#1:

"Oh mãe" - diz ela muito chocada após a troca da fralda do mano - "o Fatia#3 também tem um ténis!!"

Mais um evangelização sobre o facto da palavra não ser exactamente essa!

"Que bom!" - continua ela - "Assim como tem um ténis vai poder fazer xixi em pé como o pai!! Eu tenho dois, faço sentada!"

 

Da Fatia#2:

Ao ver o pai sair do banho, avança de dedo em riste em direção ao dito ténis:

"Qué isto?" - pergunta ela.

"É o pénis do papá."- respondo eu na vã esperança que uma delas me acerte no nome.

"Deeeeeedoooooo" - diz ela. E vai embora a repetir "é um deeeeeedoooooo".

 

Desisto... juro que desisto....

 

(*) Caso estejam na dúvida é mesmo de pénis que estamos a falar. 

 

27
Set16

Não faço publicidade mas...

Fatia Mor

Acho que não devo deixar de falar dos serviços que nos surpreendem de forma muito positiva, especialmente quando se tratam de negócios e empresas portuguesas que lutam por vingar num mercado competitivo.

 

Como sabem, todos os bebés devem andar nas cadeiras auto - os vulgares ovinhos. Ora, o nosso já correu três Fatias, sem contar que é emprestado do primo das Fatias. Cumpre a sua função mas convenhamos que os seus anos de glória já passaram.

 

Uma solução simples é comprar uma forra para o ovo. Há várias marcas a vendê-las. Contudo, é uma oportunidade para personalizar o nosso ovo, que normalmente são monocromáticos e em com cores com pouca graça e se o pudermos fazer de acordo com os nossos gostos, melhor ainda!

 

Já tinha feito o mesmo aquando da Fatia#2 e agora voltei a procurar por uma marca que fizesse aquilo que eu queria e a preços convidativos.

 

Na minha pesquisa deparei-me com esta página no facebook:

The Moustache Baby faz produtos para bebés e crianças que prometem ser do agrado de todos e personalizado ao estilo de cada um. 

 

Depois de ficar rendida às imagens que vi no facebook e de me encantar com as sugestões de combinações de tecidos que podemos optar, decidi-me a experimentar e a encomendar uma forra para o ovo do Fatia#3, juntamente com alguns complementos.

 

São claros nas regras da realização dos produtos e do envio, ainda assim, como o Fatia#3 estava apressado (e não nos enganámos!), apelei à simpatia de quem contactou comigo ao longo deste processo (obrigada Raquel!) para explicar que tinha alguma pressa em que os produtos chegassem o quanto antes. E assim foi! Em modo contra-relógio e com um sentido de oportunidade de extremo, no dia 15 (um dia antes de dar entrada no hospital), chegou-nos uma encomenda a casa com tudo o que tinha pedido (e mais um mimo extra).

 

Não podia deixar de elogiar a simpatia, mas essencialmente a rapidez, a qualidade dos tecidos e da finalização dos materiais, bem como babar pelo giro que ficou o novo-velhinho ovo do meu Fatia#3.

 

Ora vejam lá:

IMG_20160925_165847.jpg

Um ovo personalizado e dentro da temática da decoração do quarto do Fatia#3!

 

Mais uma vez, obrigada ao The Moustache Baby

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Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).