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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

30
Nov14

Como roubar um chocolate

Fatia Mor

(Ora bem, a saga do chocolate continua e parece que está para durar.)

 

Como roubar um chocolate, ser apanhado e não ser condenado, por Fatia#1:

 

- Fechar a porta da sala como quem-não-quer-a-coisa.

- Procurar habilmente qual o chocolate que está menos à vista.

- Puxar o chocolate (já numa posição de si elevada) e deixar o fio pendurado na árvore, sem que ninguém repare que ali, antes, constava um objecto.

- Correr a sentar-se na chaise longue, em frente ao computador, como-quem-está-a-ver-atentamente-o-pintainho-amarelinho.

- Comer o chocolate, espalhar as migalhas de forma aleatória entre o pijama e a coberta da chaise longue e fazer questão de deixar provas nas mãos e à volta da boca.

- Responder de forma inequívoca ao seguinte interrogatório.

 

Fatia Mor: Filha, tiraste o chocolate da árvore?

Fatia#1: Não mamã.

Fatia Mor: Comeste o(s) chocolate(s)?

Fatia#1: Não mamã.

Fatia Mor: Comeste sim, estou muito triste contigo.

Fatia#1: Não zanga mamã!

 

E pronto, é assim que se safam com um roubo!

29
Nov14

Criamos um monstro!

Fatia Mor

E desde que provou o dito chocolate encontrado numa caixa de chocolates "vazia", agora parece que ganhou faro para os ditos cujos.

Temos por tradição comprar chocolates da Regina para decorar a árvore de Natal. Não há chocolate que saiba melhor do que aquele que é roubado do pinheirinho, às escondidas. E com mestria, conseguir deixar a prata lá pendurada até que o próximo ladrão vá à procura e encontre apenas uma casca vazia!!

Fatia#1, mesmo sem saber o que eram, parecia a pescada (antes de ser já o era). Assim que viu aquelas coisas diferentes penduradas na árvore, levantou o dedo e começou a perguntar "Mãe, o que é isto?". Não sei se foi o meu ar de embargo ou embaraço que a fez continuar a olhar com interesse para a coisa e soltar um "Quero provar". 

Oi? Como? Provar? Mas como é que Fatia#1 chegou à brilhante conclusão de que se prova? Tentei demovê-la da ideia louca de provar uma "coisa" que, certamente não era para comer.

E nem cinco minutos durou. À primeira oportunidade, em bicos dos pés (assumo eu porque não vi) lá se empoleirou e arrancou sem dó nem piedade uma das figuras de chocolate e apareceu ao pé de mim, triunfante, a dizer "É bom!". 

E pronto, a nossa vida nunca mais será a mesma (e a das figuras da Regina também não!). 

28
Nov14

Como eu adoro...

Fatia Mor

Como eu adoro este tempo instável, que é de sonho quando se tem crianças pequenas. Como gosta da chuva e do sol a raiar logo a seguir, que nos deixa sem saber se devemos por a roupa a lavar. Como gosto do som do vento, que levou de certeza qualquer coisa que andava à solta na varanda. Como gosto do som das pingas de água... dentro de casa, a cair do armário da entrada, porque há-de ser um problema que só se vai resolver no dia em que mudar de apartamento.

Adoro, gosto mesmo, a sério, do fundo do coração, bem lá do fundinho mesmo, deste tempo de merda! (pardon my french, oui?)

 

 

27
Nov14

Pérola #4

Fatia Mor

Há duas coisas que têm que saber antes de lerem este post:

1. Nós somos pais de primeira viagem com a Fatia#1, em quem vamos experimentando as técnicas educativas mais variadas e baseadas nas crenças mais arreigadas (Fatia#2 vai ser uma sortuda!). Temos daquelas convicções únicas, que não queremos largar, e que geralmente saem totalmente goradas. Como por exemplo "um dia que tenha um filho, só lhe vou dar doces quando for maior de idade" ou "Só vai sair à noite no dia em que casar"? Pois bem, Fatia Mor e Fatiamén tinham essa pretensão. Não sei qual era a idade certa para lhe começar a dar chocolate, mas contra as investidas dos avós, estávamos a adiar o momento de lho dar.

2. Quando se faz silêncio numa casa com crianças, há asneira ao virar da esquina com toda a certeza!

 

Posto estas duas questões, eis que:

 

No fim-de-semana tinhamos comprado uns chocolates para sobremesa-a-acompanhar-o-café e entre todos, pais e avós fatias, não demos cabo deles na totalidade simplesmente porque sobram sempre os da vergonha. E desta vez sobrou mesmo um mas eu não reparei que estava lá dentro e coloquei a caixa à mão de semear por tê-la como vazia. 

E de repente... silêncio... O tal silêncio! Peguei-me em mim e fui à procura de Fatia#1, já que a Fatia#2 ainda não tem habilidades de Houdini. Começo por vê-la sentada e quieta na cozinha. Muito sossegada. A olhar para todos os lados. Aproximo-me calmamente e dou por ela a pôr qualquer coisa à boca. 

Numa corrida, chego ao pé, já preocupada e é aí que vejo a caixa de bombons no chão. E eis que começa o discurso:

Fatia Mor: O que estás a comer Fatiazinha?

Fatia#1: Não sei, mamã. Mas é muito bom! 

 

E pronto, está iniciada na arte de comer chocolate às escondidas (que toda a gente sabe é o que tem menos calorias).

 

 

 

26
Nov14

Amor de irmã... ou não!

Fatia Mor

A Fatia#1 está a atravessar um período complicado, conhecido na gíria como "os terríveis dois". Desde os tempos de faculdade que sei que há um período em que as crianças testam os nossos limites, até ao infinito se conseguirem. A paciência delas, para resiliar em determinado assunto, é inversamente proporcional à idade. E a nossa também... Portanto, estamos sempre em desvantagem, especialmente porque o nosso cérebro se distrai com milhentas situações da vida, em simultâneo, perdendo capacidade de focagem no que é mais importante. 

Agora, em cima dos terríveis dois, coloquem-lhe os terríveis ciúmes. 

No seu primeiro acto de rebeldia contra a Fatia#2, ontem Fatia#1 anunciava ao mundo que "já não quer a mana" e vá de lhe fazer festinhas em forma de palmada, num momento de desatenção... 

É assim, amor de irmãs... Vamos no bom caminho de criar laços sólidos e únicos entre a fratria cá de casa!

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