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Vida às fatias

Gostava de escrever um texto inspirador que servisse de meta a este blog... mas não há! É consumir depressa antes que acabe!

21
Jun17

A Fatia também faz fotografia

Fatia Mor

Tenho andado para escrever sobre o workshop que realizei com o fotógrafo Ricardo Silva, da Tales of Light. Mas o trabalho tem sido tanto e o tempo tão pouco, que esta entrada de blog foi ficando irremediavelmente para trás.

Posso dizer que, agora que já passaram alguns dias, achei uma experiência magnífica. Mas a verdade é que poderia ter retido mais, se o tivesse realizado noutra altura.

Apesar de sermos um grupo bastante heterogéneo, eu era das que tinha menos experiência atrás de uma câmara. Ainda assim, predispus-me com toda a vontade, esforço e talento que pudesse ter a fazer as três sessões que o Ricardo agendou para nós. A cada sessão foi dando dicas de como planifica, executa e finaliza o trabalho, quer do ponto de vista da gestão do cliente, quer do ponto de vista técnico.

Para quem acompanha o instagram do vida às fatias estas fotos já não são novidade. Mas para quem ainda não teve oportunidade, aqui ficam alguns exemplares do resultado do workshop.

Alexandra2.jpg

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E há outras no instagram. Podem sempre passar por lá!

 

Agora é abrir as asas e começar a voar! Por isso, A Fatia também faz fotografia vai começar a ser uma rubrica (maisómenos) onde irei mostrar o meu trabalho em fotografia. Como é, vão acompanhar?

 

19
Jun17

Silêncio

Fatia Mor

Tinha pensado começar a semana com uma brincadeira sobre os meus últimos dias. Aliás, tenho andado a escrever entradas para o blog, na minha cabeça, na esperança de que quando me conseguisse sentar um pouco, os enfiasse aqui de seguida.

Mas a verdade, é que a piada de ontem perdeu o brilho à luz deste luto que se faz sentir por todo o lado. Não faz sentido, não para já, começar a despejar as coisas mundanas, quando tragédias destas se abatem sobre o Homem.

Sei que, mais dia, menos dia retornaremos às nossas rotinas, a queixarmo-nos do infinitamente pequeno, numa perda de perspectiva face ao que é realmente importante. Voltaremos a rir das piadas tolas, a chorar com as palavras emocionadas da ficção da vida alheia, a vibrar com músicas alegres.

Mas hoje ainda não. Hoje há que reflectir sobre o que aconteceu, ajudar onde pudermos e ficarmos, só mais um bocadinho, em silêncio.

 

13
Jun17

Ma, Ma, Ma...

Fatia Mor

O Fatia#3, fazendo jus à tradição familiar, está a ficar um falador!

Agora podia armar-me aos píncaros e dizer que já recita Fernando Pessoa! 

É claro que não! A única coisa que faz é vocalizar sons como Ma...Ma...Mama...Ma... ou BaBaBa! 

Mas a verdade é que isso soa como poesia aos meus ouvidos. Derreto-me de o ouvir "falar" enquanto interage comigo, com o pai ou com as manas. E aos ouvidos de uma mãe é quase como ouvir os mais belos poemas de Pessoa, garanto-vos!

12
Jun17

São dias...

Fatia Mor

Há dias em que temos que pôr tudo em perspectiva para não nos frustarmos terrivelmente. 

Tenho que agradecer por ter um trabalho, fazer algo que me dá prazer, ter uma carreira. 

Este exercício constante de me recordar como sou abençoada e de como faço o melhor que posso todos os dias, nem sempre me protege de alguma desilusão, alguma tristeza. 

Hoje é um desses dias. Em que chegar a casa foi uma alegria porque pude colocar para trás as coisas menos boas. E acreditar que amanhã é um novo dia, com um novo desafio e que este será apenas um dia no percurso que dura uma vida inteira. 

09
Jun17

Ser mãe sobressai o que há de pior em mim (momentos de desabafo)

Fatia Mor

Não é todos os dias. 

 

Tenho alturas em que consigo gerir as exigências familiares com a doçura do mel e a agilidade de uma ginasta. 

Nesses dias acho que sou extremamente competente nesta "tarefa" que é a maternidade e que, de facto, ser mãe faz sobressair o que de melhor há em mim.

 

Mas não posso negar que ser mãe também sobressai o que há de pior em mim.


Desde que me conheço que me analiso, mas desde que sou mãe, então, faço-o mais! A verdade é que a maternidade é como se estivesse em frente a um espelho, a escarafunchar cada milímetro do meu ser, a ver em directo as reacções do mundo às minhas acções.

 

Nos momentos em que vejo as suas reacções desproporcionadas e a minha ineficiência em contê-las, sinto-me a pior pessoa do mundo.

 

Desde que sou mãe reparo na forma irreflectida como reajo, antes sequer de pensar na resposta mais adequada.

 

Sei que a minha paciência esgota-se muito antes do recomendável e tenho o péssimo hábito de lhes dar uns gritos quando a coisa começa a descambar muito.

 

Sou pouco tolerante às alterações de rotina e enervo-me quando vejo as horas a derrapar no relógio.

 

Irrito-me com extrema facilidade quando me desafiam a minha autoridade e só penso como será quando chegarem à adolescência! (as fatias meninas parecem que entraram na pré-adolescência... muito antes do recomendável!!!) 

 

Muitas vezes não tenho força nem vontade de colocar a mente em modo criança, para brincar, e nesses dias o que me apetece é que cresçam para termos conversas de adultos. 

 

São as minhas arestas e é a muito custo que as reconheço ao mundo, no esforço de as modificar todos os dias, um bocadinho. 

Quero educar boas pessoas, saudáveis de mente, e vivo no medo (aterrador) de que não o sejam. De que estas incoerências, estas invigilâncias pessoais resultem num sem número de dificuldades individuais e sociais, que os prejudiquem a longo prazo.

 

Podem até ser tolices da minha cabeça, mas se não for eu a mudar, fica tudo na mesma...

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Créditos

Imagens produzidas e fornecidas por Flaticon (http://www.flaticon.com/).